A reorientação da política externa

1º) A primeira impressão que se tem sobre a política exterior, é a de que faltou uma diretriz. Essa impressão é reforçada pelo número elevado de ministros que se sucederam na direção da posta das Relações Exteriores: 11.

2º) Mesmo com tantas alterações, podem-se detectar certas constantes. Houve diferenças de conduta dentro do período em tela e não raro cuidou-se apenas do dia a dia da repartição, reagindo conforme as dificuldades se apresentaram. Mas não há dúvida de que a República provocou ruptura na política exterior que vinha sendo posta em prática pelo Império. Imediatamente após sua instalação, procurou ser pan-americanista ao buscar aproximação das nações hispano-americanas e nomeadamente dos Estados Unidos.

3º) A República, nessa primeira fase, querendo inovar, rompeu em boa parte com a tradição diplomática imperial. Assim, abandonou-se o critério de não ligar o Brasil à primeira potência continental, os Estados Unidos, seja por alianças ou acordos comerciais. O convênio aduaneiro assinado entre os dois países em 1891 foi, nesse sentido, a primeira ruptura, pois a diplomacia do Império já se havia negado à assinatura do tratado de reciprocidade proposto. O acordo aduaneiro e a intervenção armada (Revolta da Armada) concorrem para a aceitação da preponderância norte-americana em nossos negócios exteriores.

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