As relações com a Argentina (Início da República)

1º) O advento da república foi saudado em Buenos Aires  com felicidade. Na esteira das efusões de solidariedade americana, o titular das Relações Exteriores do novo regime, Quintino Bocaiuva, empreendeu viagem ao Prata com o objetivo de resolver, conforme sugeria o governo argentino, por acordo direto, a velha questão lindeira referente à região de Palmas (ou Missões).

2º) O Tratado de Montevidéu de 1890, resultante das negociações com Estanislao Zeballos, ministro das relações exteriores argentino, dividiria o território litigioso. Por isso foi repudiado pela opinião brasileira e transformou a viagem de Bocaiuva em fiasco. Se o território fosse brasileiro não havia por que ceder uma parte à Argentina, logo no segmento mais estreito do Brasil, de forma que, consumado o tratado em questão, o mapa do país ficaria de tal modo estrangulado que poria em risco até a unidade nacional. O Ministério do Governo Provisório assumiu coletivamente a responsabilidade na elaboração do Tratado de Montevidéu.

3º) Carlos de Carvalho, ministro das relações exteriores de Prudente de Morais, amplamente pró-Argentina afirmou que a diplomacia da República era americanista. Assim, para marcar a diferença, prometeu desenvolver uma política internacional ampla e franca, vinculada aos demais países da área sul-americana.

4º) O Brasil adotou uma atitude de acompanhamento a respeito das relações da Argentina com os vizinhos territorialmente menos do Prata e com o Chile. O idealismo do início da República em relação às nações americanas foi substituído por uma atitude realista, preocupada com o aumento do quadro de atração da Argentina no contexto da bacia do Prata e atenta ao equilíbrio de forças no Cone Sul.

5º) Afora isso, entre os dois maiores países da América do Sul existiam as dificuldades advindas das leis alfandegárias. Do lado do Brasil havia o óbvio interesse em aumentar a presença de seus produtos no mercado da Argentina, que por seu turno lutava pela manutenção de suas exportações, especialmente a de farinha de trigo, no mercado brasileiro. Neste, o grande rival do país platino era os Estados Unidos, que recebiam tratamento tarifário diferenciado em razão de serem o principal comprador de café do Brasil.

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