Rio Branco: prestígio, soberania e definição do território (1902-1912)

1º) As grandes linhas da política externa do patrono da diplomacia brasileira foram:

  • A busca de uma supremacia compartilhada na área sul-americana
  • Restauração do prestígio internacional do país
  • Intangibilidade de sua soberania
  • Defesa da agro-exportação
  • Solução de problemas lindeiros

2º) As relações internacionais adquiriram, então, escala mundial. Foi nesta conjuntura que Rio Branco, em continuidade com o que fora inaugurado pela República, desenvolveu uma política que tinha como um dos seus principais componentes a íntima aproximação aos Estados Unidos. Tal aproximação NÃO significou “alinhamento automático” e serviu aos propósitos políticos do chanceler no plano sub-regional (América do Sul). Embora a amizade brasileiro norte-americana remonte ao período colonial, a gestão de Rio Branco representou um marco.

3º) O estreitamento das relações com os Estados Unidos atendia aos interesses das oligarquias dominantes do sistema político brasileiro. O Brasil, na periferia do sistema capitalista e exportador de produtos tropicais, de acordo com a divisão internacional do trabalho estabelecida em fins do século 19, tinha naquele país seu mais importante mercado consumidor. Em contrapartida, a amizade do Brasil convinha aos Estados Unidos pela sua posição estratégica já que a Argentina mantinha estreitos vínculos com a Grã-Bretanha e repelia a aproximação norte-americana, pelo potencial de seu marcado e possibilidade de investimentos.

4º) É preciso advertir que, no período em tela, o Ministério das Relações Exteriores teve, na prática, autonomia de ação, decorrente do prestígio de seu titular. Desse modo, que a condução da política externa brasileira deve ser atribuída quase que unicamente à ação do barão do Rio Branco, que, desde sua posse, desfrutou de um lugar à parte no Poder Executivo. A continuidade da política externa independeu das mudanças presidenciais. O barão integrou os ministérios de Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca.

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