Do apogeu ao declínio da Primeira Republica: a ilusão de poder (1912-1930)

1º) O traço principal desse período foi o cultivo da amizade com os Estados Unidos

2º) Política posta em prática pelo Barão do Rio Branco e mantida por seus sucessores, sobretudo Lauro Muller. Todavia houve quem questionace. Domício da Gama, que divergiu na embaixada do Brasil em Washington, da forma de solidariedade que vinha sendo praticada por Lauro Muller, sucessor imediato do Barão. Para Domício, o interesse nacional impunha limites à amizade incondicional e recomendava evitar-se o recurso à influência norte-americana. Contudo, é preciso ressalvar que no referente à década de 1920, a amizade não significou, conforme afirma alguns autores, alinhamento “automático” da política externa brasileira ao Departamento de Estado norte-americano.

3º) Importante fator para a consolidação da amizade com os Estados Unidos foram as relações econômicas

4º) Este país era o principal centro propulsor da economia agroexportadora do Brasil, notadamente como comprador de café. Além disso, teve participação crescente, ao longo do período, nas importações brasileiras de manufaturados e de produtos alimentícios, como a farinha de trigo. Os norte-americanos substituíram os ingleses como investidores no Brasil. Em 1922, teve início a cooperação militar entre os dois países. Cumpre ainda observar que nenhuma questão surgiu entre as duas nações, de modo a atrapalhar suas relações. A atuação por longo período de Edwin Morgan, embaixador dos EUA no Rio de Janeiro, onde gozou de respeito e admiração, contribuiu também para a aproximação.

5º) A política de cooperação com os Estados Unidos foi além do período em exame, chegando até a década de 1950, o que torna a viragem da diplomacia brasileira em direção àquele país uma das mais significativas mudanças advindas da instalação da República.

6º) Cumpre ainda assinalar que o país, na década de 20, adquiriu uma sensação de autoconfiança e superestimação de seu peso internacional, decorrente de sua participação, ainda que modesta, na política mundial em razão de sua entrada na Grande Guerra e subsequente atuação nas conferências de paz e no Conselho da Sociedade das Nações (SDN), como membro eleito.

7º) O Brasil de entre guerras  na frente internacional, mostrava-se como uma nação satisfeita consigo mesma. Folgava a diplomacia brasileira, pois não havia nenhuma questão grave a resolver e não se punha em causa a divisão internacional do trabalho, cumprindo o país a função de típico exportador de produtos primários.

8º) Comparecia o Brasil às conferências internacionais americanas e às reuniões do Conselho da Liga das Nações com a ilusão de estar participando das decisões internacionais. Da Primeira Guerra ficaram, praticamente, apenas três questões, cujas soluções dariam maior ou menor satisfação ao Brasil:

  • A da dívida do café do Estado de São Paulo
  • A dos navios ex-alemães afretados à França
  • A do recebimento do montante da dívida da Alemanha a título de reparações de guerra.

9º) A expansão do mercado externo era a principal tarefa da diplomacia. Afora isso, havia uma política de busca de prestígio que se traduzia no afã de elevar o Brasil à condição de membro efetivo do Conselho Executivo da Liga das Nações.

 

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