A questão de Angola

1º) No debate da questão angolana no plenário da ONU, o chefe da delegação brasileira, Afonso Arinos, observou que a posição do Brasil era determinada pelo anticolonialismo, mas, também, pelos laços históricos, culturais e de amizade que ligavam a Portugal. 

2º) O Brasil desejava uma solução pacífica, rápida, que compatibilizasse os interesses de portuguesas e angolanos, e que preservasse os “elementos culturais e humanos que são característicos da presença portuguesa na África”. Manifestou ainda que aguardava a aceitação do princípio da autodeterminação por parte de Portugal e exortava-o “a assumir a direção do movimento pela liberdade de Angola e pela sua transformação em um país independente, tão amigo de Portugal quanto o é o Brasil.

3º) A representação brasileira, assim, reiterava os termos da amizade portuguesa e ao mesmo tempo apoiava Angola na busca da autodeterminação.

4º) Apesar da ênfase que a PEI emprestava ao anticolonialismo, a tradicional amizade com Portugal inibia a Chancelaria brasileira na tomada de uma posição mais contundente na questão angola.

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