Conferência do Desarmamento em Genebra

1º) O Brasil e o México foram escolhidos pela ONU para integrar a Comissão de Desarmamento, representando os respectivos segmentos continentais. Ambos os países apoiaram a “posição de equidistância” no conflito Leste-Oeste. Na Conferência, iniciado em Março de 1962, Afonso Arinos, apresentou declaração, contra as explosões atômicas, das oito potências “não alinhadas”: Brasil, Birmânia, Etiópia, Índia, México, Nigéria, República Árabe Unida e Suécia.

2º) O Brasil não levou nenhuma proposta concreta, sua contribuição seria no campo das ideias. Sobre a reconversão econômica (isto é, a utilização de recursos destinados ao desenvolvimento e ao bem-estar, em vez de armamentos) observou que se fosse mal planejada criaria problemas internos nos próprios países armados. Assim, o Brasil, em lugar do binômio “desarmamento e inspeção“, propôs o trinômio “desarmamento, inspeção e reconversão econômica“. Sobre a desnuclearização de certas áreas do mundo, opinou que as nações que não dominavam a tecnologia atômica, sem decisões, nesse campo, deveriam ficar imunes aos riscos de natureza nuclear. Manifestou-se o Brasil contrário às experiências dessa natureza e favorável à inspeção no processo de desarmamento.  O representante brasileiro reafirmou ainda que seu país NÃO pertencia a nenhum bloco político-militar e era integrado política e culturalmente ao Ocidente. Constou também, ser o Brasil partidário de um sistema eficaz de controle no processo de desarmamento.

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