A frustrada “correção de rumos” e o projeto desenvolvimentista

1º) O regime militar que se instalou no Brasil, em Abril de 1964, estabeleceu um padrão de relações externas, com o qual veio romper em 1967, ao engajar-se em projeto de longo prazo, cuja a continuidade NÃO foi comprometida pelo governo civil, restabelecido em 1985.

2º) Havendo inicialmente regredido às concepções da nova ordem internacional engendrada pelos Estados Unidos no imediato pós-guerra, consoante os parâmetros do liberalismo econômico e das fronteiras ideológicas, o regime militar recuperou em pouco tempo as tendências da política externa brasileira, acopladas ao projeto histórico das últimas décadas, ante a perspectiva de se poder utilizar a variável externa como instrumento apto a preencher requisitos para o desenvolvimento, na linha dos esforços empreendidos por Vargas e JK.

3º) O modelo de política externa, conquanto se mantivesse no plano das intenções, perdeu força operativa a partir de 1980, no que tange à capacidade de subsidiar o desenvolvimento auto-sustentado, e nem o regime civil foi capaz de revitalizá-lo. Em 1989, concluía-se o ciclo desenvolvimentista da política exterior inaugurada por Vargas nos anos 30.

4º) Ao invés de servir à inserção madura no mundo interdependente, a política exterior perdeu seu norte desde 1990, caracterizando-se pela dispersão operacional entre os interesses do desenvolvimento e a subserviência às novas estruturas e formas de poder geral.

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