Os objetivos nacionais

1º) O governo Costa e Silva criou duas condições necessárias à coesão entre políticas interna e externa, ao recuperar o projeto desenvolvimentista e agregar-lhe em função supletiva o movimento da diplomacia. Desde então são os problemas do subdesenvolvimento e as possibilidades de superação que explicam a política externa. 

2º) A crise do regime militar e a implantação da ditadura em 1968 serviram precisamente para aglutinar as diversas tendências no seio das Forças Armadas em torno dos objetivos nacionais.

3º) O projeto desenvolvimentista correspondeu aos desígnios de desenvolvimento restrito, na media em que visava robustecer a economia antes de equacionar as desigualdades sociais. Caracterizou-se igualmente, sobre tudo a partir de 1974, pela ampliação das bases de relativa autonomia, associando-se a participação do capital estrangeiro ao capitalismo monopolista de Estado e a seu avanço sobre setores estratégicos da economia. Após a independência industrial, era preciso viabilizar a independência tecnológica. 

4º) Essa política sacrificou os conceitos de interdependência, porque congelava o poder mundial, e de segurança coletiva, porque desvinculava a segurança da soberania e das condições materiais. A segurança converteu-se em uma variável dependente, não mais do elemento ideológico bipolar nem da “cobertura” das potências ocidentais, mas da economia nacional, forte e autônoma ao ponto de repassar-lhe os meios. 

5º) A diplomacia foi concebida e mantida como instrumento do expansionismo econômico. Buscou o consenso, apelando para a complexidade do Brasil, e apoiou-se no esforço interno para direcionar-se pelo mundo, contra a estratificação do poder e da riqueza, contra a “desordem” do capitalismo, particularmente suas regras internacionais do comércio e finanças, contra decisões internacionais calcadas na velha bipolaridade ou em sua reedição reaganiana, contra a resistência do Primeiro Mundo em admitir novos sócios no clube dos ricos. O inconformismo não bastava. E a diplomacia abriu-se ao universo, cotejando as reivindicações dos povos atrasados, sentando à mesa das potências avançadas, lutando

 

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