As relações com o Norte: (EUROPA OCIDENTAL)

1º) Era imperioso, dentro de uma estratégia bem definida, procurar alternativas para a impossibilidade de elevar a qualidade das relações com os Estados Unidos. A Europa ofereceu condições de compensação gradativa, que foram habilmente exploradas. Sem os atritos políticos, gerados pelas distintas visões de mundo que opunham Brasil aos Estados Unidos, era mais fácil administrar os choques de interesse econômicos e intensificar a cooperação.

2º) Em 1968, houve a visita do chanceler alemão Willy Brandt ao Brasil e, depois, do chanceler brasileiro à Alemanha, ocasião em que firmou o Acordo de Cooperação em Ciência e Tecnologia e o Acordo Cultural. Em 1968, veio a rainha Elizabeth II da Grã-Bretanha e seu ministro da tecnologia, resultando desses contatos um incremento no comércio bilateral. Implementavam-se, em 1969, acordos com Portugal e Espanha, nas áreas de comércio e cultura.

3º) Após a implantação do Sistema Geral de Preferências, em 1971, pela CEE, Japão e outros e países, o Brasil procurou um acordo com a Comunidade Econômica Européia, que ainda se voltava para a África e para a Ásia (acordos de Youndé e Lomé), em outro sistema de preferências.

4º) Com a entrada da Dinamarca, Irlanda e Grã-Bretanha na Comunidade, em 1972, urgia regulamentar o comércio bilateral, e o Brasil obteve seu tratado em Dezembro de 1973, ano em que a Comunidade se tornou o maior parceiro do Brasil, absorvendo 30% das exportações. O tratamento tarifário acordado permitira aos produtos brasileiros competir naquele mercado. A essa altura, já se encaminhara um período fecundo de relações que beneficiaram grandemente o Brasil, tanto nas relações com a Comunidade, quanto nas relações bilaterais com seus componentes. O Brasil passou a obter excedentes de comércio e alcançou da Comunidade o maior volume de recursos externos para o desenvolvimento. 

5º) Entre 1970 e 1973, a cooperação bilateral deslanchou para uma fase criativa e acelerada, trocando-se visitas de alto nível e firmando-se acordo em múltiplas áreas com inúmeros países. As comissões bilaterais buscavam equacionar os interesses. Disso tudo resultou o incremento do comércio bilateral, dos investimentos europeus no Brasil e da cooperação, cabendo particular destaque à ALEMANHA, que além de manter o mais amplo e complexo programa de cooperação, já EM 1972 SE TORNARA O SEGUNDO INVESTIDOR NO BRASIL.

6º) Em 1975, quando da visita ao Brasil, o vice-presidente da CEE ouviu do chanceler brasileiro que sua comunidade absorvia 40% das exportações brasileiras e tinha no Brasil o maior comprador entre os países em desenvolvimento.

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