As relações regionais: o SUL (A CAMINHO DO ORIENTE MÉDIO E DO CONTINENTE ASIÁTICO)

1º) Os esforços para penetrar o Oriente Médio foram tardios e determinados sobretudo pela elevação dos preços do petróleo, a partir de 1973.

2º) A política de moderação ante o conflito árabe-israelense foi aceita, de modo geral, sem constituir obstáculo concreto ao encaminhamento das relações, porque, de certa forma, na ONU, o Brasil definiu uma política de paz, condicionada, a seu ver, ao reconhecimento do Estado de Israel pelos países árabes e à retirada israelense dos territórios ocupados pela força.

3º) Assim como procedia com a África e outras regiões, o Itamaraty se dispunha a agilizar a ação no Oriente Médio, e nesse sentido propôs, em 1969, a criação da LOARABE (Grupo de Coordenação do Comércio com Países Árabes), uma espécie de Coleste para a área, tendo em vista coordenar iniciativas dispersas de órgãos brasileiros interessados em adquirir petróleo, colocar produtos e alocar serviços

4º) Pouco se mudou no governo Médici. A guerra de 1973 NÃO modificou sua posição de equidistância do conflito árabe-israelense.

5º) Ao assumir o governo, Geisel respondia à crise mundial com maior exigência do setor externo, incumbido de prover acesso aos mercados dos países industrializados, novos mercados de exportação e diversos acordos cooperativos, financeiros e de investimentos.

6º) Essa nova conjuntura levou o Itamaraty a redefinir, em 1975, sua posição diante dos conflitos no Oriente Médio e da questão palestina, consignando-a em três textos:

  • Uma declaração de voto do chefe da delegação brasileira na ONU, segundo a qual o povo palestino tem direito à autodeterminação e à soberania, cujo exercício é condição da paz para a região, devendo as tropas israelenses retirar-se de todos os territórios ocupados a força
  • Voto a favor de uma Resolução que declarava o sionismo forma de racismo, invocando a tradicional política anti-racista brasileira e estabelecendo uma distinção entre o apoio à existência de Israel e ao movimento sionista
  • Uma intervenção do delegado brasileiro, aprovando a partilha da região para resolver a questão palestina

7º) A criação da OPEP não contaria, entretanto, com o aplauso do Brasil, que reafirmou, pelo contrário, suas teses tradicionais, apontando para negociações globais nos foros internacionais, tendo em vista equacionar os problemas de preços, estoques e acordos relativos aos produtos primários.

CONTINENTE ASIÁTICO

8º) Para completar o espaço planetário, o Brasil deveria ainda levar aos demais povos da Ásia suas propostas de intercâmbio e cooperação. Os objetivos básicos, desse lado, situavam-se no comércio, pela exportação de produtos primários e manufaturados. 

9º) Até 1973, o Brasil apoiava a permanência das duas Chinas e das duas Coreias na ONU, mas o pragmatismo acabou impondo, também nessa região, um ajuste à política externa brasileira:

  • O estabelecimento de relações diplomáticas com a China continental, em 1974, tendo em vista o comércio, as relações econômicas e o diálogo político. Desde então, o Itamaraty registrava o avanço brasileiro sobre toda a Ásia e concluía-se em 1978, o primeiro acordo comercial com a República Popular da China, marco de uma relação que crescia enormemente nos anos 80.

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