As relação com o Sul: Oriente Médio e Ásia

1º) As dificuldades entre o diálogo Norte-Sul nos anos 80 e das dificuldades de relacionamento com os países industrializados, o Brasil buscou o reforço dos vínculos com o Sul e estabeleceu novas parcerias, particularmente com China, Iraque e Argentina

2º) O estreitamento com a China, timidamente encaminhado por Geisel, fortaleceu-se com Figueiredo, para atingir uma densidade só comparável às relações entre Brasil e Alemanha, Estados Unidos e Japão à época de Sarney. As etapas desse incremento de relações sucederam-se com realismo e determinação:

  • Convênio sobre transportes marítimos
  • Segunda reunião da Comissão Mista e expansão do comércio bilateral
  • Figueiredo foi à China, ocasião em que se firmaram acordo de cooperação nas áreas comercial (elevação do intercâmbio a um bilhão de dólares
  • Visitas de Estado e de chanceleres

3º) O Brasil ampliou contatos igualmente com o outro grande da Ásia, a Índia, tendo em vista os objetivos permanentes de sua política externa, mas o resultado não se podem, sequer de longe, comparar aos que advieram do entrelaçamento chinês. Em 1982, firmou-se um acordo comercial com o Paquistão e despachou-se importante missão aos países que compunham ASEAN.

4º) O Oriente Médio e a África do Norte, superada a euforia dos anos 70, despontaram nos anos 80 como um desafio à política externa brasileira, a exigir, na expansão da Chancelaria, um desempenho criativo, para descobrir as modalidades de aproximação. Os serviços de engenharia brasileira foram convidados a intervir com redobrado empenho, na prospecção de petróleo, construção de estradas, assistência militar, e penetraram alguns países como Líbia, Iraque, Arábia Saudita, abrindo o caminho para importantes contratos e grandes negócios com armamentos.

5º) O Brasil manteve sua política com relação à questão palestina, apoiando a criação do Estado e exigindo a retirada israelense dos territórios ocupados. Permaneceu neutro no conflito Iraque-Irã, mas, percebendo a dificuldade em lidar com a revolução islâmica dos aiatolás, não desprezou a oportunidade de suprir o Iraque com produtos manufaturados, alimentos e armas.

6º) O Brasil jamais conseguiu carrear investimentos diretos dos países árabes em proporção significativa, mas foi bem-sucedido, enfim, nos negócios que reverteram parcela de seus dispêndios co a importação de petróleo da região.

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